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Guia do Campeonato Espanhol 2013-2014

Com Tata Martino e Neymar, o atual campeão Barcelona começa a defesa do título contra o Levante. (foto: site oficial do Barcelona)

Com Tata Martino e Neymar, o atual campeão Barcelona começa a defesa do título contra o Levante. (foto: site oficial do Barcelona)

Neste sábado, 17 de agosto, está previsto o pontapé inicial para a temporada 2012/13 da Liga BBVA. O duelo entre Real Sociedad x Getafe, às 14h (horário de Brasília), já promete um bom jogo no nível técnico. Equipe sensação da temporada passada, os txuri-urdins retornaram à Uefa Champions League após dez temporadas e terão pela frente o bom time do Lyon na fase prévia.

Em campo, algumas dúvidas: como irá se comportar o Valencia sem Soldado, seu principal jogador desde a saída de David Villa? E o Sevilla sem Negredo e Jesus Navas? O que o Málaga aprontará sem nenhum grande destaque individual? Terceiro colocado na temporada passada, o Atlético de Madrid perdeu Falcao García, mas respondeu com a contratação do Guaje, que estreou na pré-temporada anotando gol contra os Las Palmas.

No mercado de verão, os gigantes Barcelona e Real Madrid, que continuarão polarizando o campeonato, apresentaram novidades. Enquanto o Real Madrid deixou de lado a política de contratar superestrelas (embora o interesse doentio em Bale desvirtue a proposta) e se concentrou na busca por jovens promissores do futebol espanhol, o Barcelona enfim encerrou a novela Neymar e concretizou a vinda do brasileiro para o Camp Nou. No entanto, por ora, ainda não conseguiu fechar reforços para seu sistema defensivo, considerado o Calcanhar de Aquiles da equipe nos últimos anos.

Em parceria com o site Futebol Espanhol, o Doentes Por Futebol preparou um guia especial sobre a principal competição de clubes da terra das touradas. Abaixo, um resumo completo sobre os 20 times que irão disputar a Liga BBVA nesta temporada. E se você quiser saber sobre todas as transferências das principais ligas europeias, clique aqui. Boa leitura.

Almería (por Victor Mendes)
Cidade: Almería
Estádio: Juegos Mediterráneos
Em 2012/2013: campeão dos play-offs de acesso da Liga Adelante
O cara: Aleix Vidal (meio-campista)
O treinador: Francisco Rodriguez
A promessa: Samuel Sáiz (meio-campista)
Principal reforço: Marco Torsiegli (zagueiro, Metalist)
Principal perda: Charles (atacante, Celta Vigo)
Objetivo: luta contar o rebaixamento
Time base (4-2-3-1): Ustari; Nelson, Pellerano, Torsiegli, Christian; Verza, Corona; Aleix Vidal, Rubén Suárez (Soriano), Suso; Óscar Díaz (Rodri).

De volta à elite espanhola após duas temporadas, o Almería pretende apagar a imagem deixada após sua última participação na Liga BBVA, quando foi o colista (lanterna) da competição. Para isso, é preciso repetir a regularidade apresentada na Liga Adelante 2012/2013 – os andaluzes ficaram três pontos atrás do vice-líder Villarreal e não tiveram muitas dificuldades nos play-offs. Na final contra o Girona, duas vitórias (3×0 e 1×0) que sentenciaram o retorno do time à primeira divisão.

A aposta do treinador Francisco Rodríguez é nas novas contratações do clube. O time perdeu parte de sua espinha-dorsal, mas fez um mercado de verão cirúrgico. A começar pela contratação em empréstimo do promissor Suso, do Liverpool, e do zagueiro Marco Torsiglieri, procedente do Metalist. O extremo Aleix Vidal, uma das peças-chave da campanha passada, renovou seu contrato até 2017. Por outro lado, o clube não conseguiu segurar o brasileiro Charles, artilheiro da Liga Adelante com 32 gols, que se transferiu ao Celta Vigo. Para substituí-lo, foi contratado o canterano blaugrana Rodri. É um time que gosta de jogar com a bola nos pés, sempre comandado pelo cerebral Ruben Súarez, mas também sabe imprimir outro ritmo de jogo. Nos jogos fora de casa, especialmente contra Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid, podem esperar um Almería mais fechado e saindo no contra-ataque. Para isso, Suso e Aleix Vidal serão fundamentais.

Athletic Bilbao (por Pierre Andrade)
Cidade: Bilbao
Estádio: Nuevo San Mamés
Em 2012/2013: 12º colocado
O cara: Aritz Áduriz (atacante)
O treinador: Ernesto Valverde
A promessa: Erik Morán (meio-campista)
Principal reforço: Beñat Etxeberria (meio-campista, Bétis)
Principal perda: Fernando Llorente (atacante, Juventus)
Objetivo: meio da tabela
Time base (4-2-3-1): Iraizoz; Iraola, San José, Ekiza, Laporte; Iturraspe, Beñat; Susaeta, Ander Herrera (De Marcos), Muniain; Áduriz.

Apagar a temporada passada e recomeçar do zero. Assim fará o Athletic Bilbao versão 2013/14. Após dois anos sob o comando do polêmico, esquentado e excêntrico Marcelo Bielsa, a equipe basca confia no calmo e extremamente competente Ernesto Valverde para reconduzir o time ao caminho das glórias. Para tal, uma reformulação foi iniciada. A começar pelo estádio. O San Mamés, único presente em todas as edições de La Liga, foi demolido. O Nuevo San Mamés não estará disponível nas primeiras rodadas, porém, maior e mais confortável, deve substituir a altura seu antecessor.

Já dentro das quatro linhas, um velho conhecido da torcida basca comandará o time e pode ser o divisor de águas entre o sucesso e o fracasso. Beñat Etxberria, revelado na base do próprio Athletic e que era cobiçado pelos maiores clubes da Europa, volta com a missão de dar um toque de qualidade a mais em um meio de campo que conta com o volátil Ander Herrera e o talentoso Óscar de Marcos. Na frente, Kike Sola disputará um lugar entre os titulares com Aduriz, que, do alto dos seus 32 anos, continua com um faro de gol apuradíssimo.

Atlético de Madrid (por Pedro Pedroso)
Cidade: Madrid
Estádio: Vicente Calderón
Em 2011/2012: 3º colocado
O cara: Arda Turan (meio-campista)
O treinador: Diego Simeone
A promessa: Olíver Torres (meio-campista)
Principal reforço: David Villa (atacante, Barcelona)
Principal perda: Falcão García (atacante, Mônaco)
Objetivo: Vaga na Champions League
Time base (4-4-2): Courtois; Juanfran, Miranda, Godín, Filipe Luís; Gabi, Mario Suárez, Koke, Arda Turan; Diego Costa e David Villa.

Time sensação da última temporada, o Atlético volta a respirar ares de grandeza após vencer a Copa do Rei, derrotando o rival Real Madrid depois de 14 anos, e voltar à Champions League. Méritos alcançados graças ao excelente trabalho de Cholo Simeone. Para repor a perda do artilheiro Falcão García, os colchoneros buscaram David Villa no Barcelona. O asturiano promete uma empolgada dupla com Diego Costa. O Atléti ainda tem o brasileiro Leo Baptistão, que chegou do Rayo Vallecano após se destacar como uma das revelações da Liga.

Os rojiblancos mantiveram a base da temporada passada, o que é quase um milagre quando se fala em Atlético de Madrid, e, apesar das contratações, ainda não encontraram o pensador para o jogo da equipe. Muito se falou em Diego, mas, ao que parece, o brasileiro vai continuar na Alemanha. Se há algo a corrigir é o segundo turno da equipe, quando o rendimento caiu vertiginosamente. Se continuar na mesma levada da última temporada, o Atlético deve conseguir a manutenção da vaga na Champions League.

Barcelona (Victor Mendes)
Cidade: Barcelona
Estádio: Camp Nou
Em 2012/2013: campeão da Liga BBVA
O cara: Lionel Messi (atacante)
O treinador: Gerardo Martino
A promessa: Sergi Roberto (meio-campista)
Principal reforço: Neymar Júnior (atacante, Santos)
Principal perda: Thiago Alcântara (meio-campista, Bayern de Munich)
Objetivo: manutenção do título
Time base (4-3-3): Víctor Valdés; Daniel Alves, Piqué, Mascherano (Puyol), Alba; Busquets, Xavi, Iniesta; Pedro (Alexis Sánchez), Messi, Neymar

O atual campeão Barcelona irá começar a defesa do título sob dúvidas. O time, que fez jus à alcunha de melhor time do mundo nos últimos cinco anos, vive uma incógnita com seu sistema defensivo, tão criticado na última temporada. Após receber um não do PSG na tentativa de contratar Thiago Silva, o preferido de Sandro Rosell desde o período de Guardiola, o clube catalão vive um imbróglio. De acordo com a imprensa espanhola, Tata Martino e o diretor esportivo Andoni Zubizarreta têm duas opções em mente: tentar David Luiz ou Agger, ou esperar pelo retorno do capitão Puyol, que deve voltar aos gramados no início de setembro.

Em campo, o Barcelona não deverá promover alterações muito drásticas. Única contratação do clube no verão, Neymar é a esperança da torcida para tentar dar um toque de imprevisibilidade de um time mais previsível do que o que encantou o mundo com Guardiola. Ao lado do brasileiro, Messi irá continuar no centro do ataque. A única dúvida do treinador argentino será o companheiro da dupla: Alexis Sánchez e Pedro disputam a vaga na ponta direita. Taticamente, Martino irá manter o 4-3-3, mas prometeu, em sua coletiva de apresentação, mais intensidade na marcação, algo perdido com naturalidade no curto período de Tito Vilanova.

Bétis (Pedro Pedroso)
Cidade: Sevilla, Andaluzia 
Estádio: Benito Villamarín 
Em 2011/2012: 7º colocado 
O cara: Rúben Castro (atacante) 
O treinador: Pepe Mel 
A promessa: Álvaro Vadillo (meio-campista) 
Principal reforço: Juan Verdú (meio-campista, Espanyol) 
Principal perda: Beñat Etxeberria (meio-campista, Athletic Bilbao) 
Objetivo: meio da tabela 
Time base (4-2-3-1): Andersen; Chica, Paulão, Perquis, Nacho; Xavi Torres, Matilla; Molina, Verdú, Juan Carlos; Rubén Castro.

Após uma temporada que superou todas as expectativas, o Bétis deve voltar ao meio da tabela. A equipe perdeu Beñat, seu grande cérebro. A contratação de Verdú é uma ótima aposta: o espanhol já demonstrou o poder de seus passes. Nesta temporada, tudo vai depender muito da fase dos homens de frente, Molina, Juan Carlos e Rubén Castro. Este último vive grande momento. A esperança dos torcedores béticos está depositada na capacidade de Pepe Mel tirar leite de pedra.

O Bétis não deve passar por grandes sustos na temporada, mas o clube deve estar atento para não fazer uma campanha irregular, caso contrário, a luta contra o rebaixamento pode ser sua nova realidade. Veremos como o Bétis vai reagir à perda de seu craque e se Pepe Mel continuará surpreendendo com boas campanhas.

Celta Vigo (Pierre Andrade)
Estádio: El Balaídos
Em 2012/2013: 17º colocado
O cara: Michael Kron-Dehli (meio-campista)
O treinador: Luis Enrique
A promessa: Jonathan Castro (zagueiro)
Principal reforço: Charles (atacante, Almería)
Principal perda: Iago Aspas (atacante, Liverpool)
Objetivo: luta contra o rebaixamento
Time base (4-3-3): Yoel; Hugo Mallo, J. Vila, Fontás, G. Cabral; B. Obiña, Rafinha Alcântara, Krohn-Dehli; F. Orellana (Fernández), Nolito, Charles.

Passado o sufoco que foi para permanecer na elite do campeonato espanhol – escapou na última rodada, após vencer o Espanyol em casa – o Celta vive novos ares. A começar pelas saídas de Javi Varas, devolvido ao Sevilla, e Iago Aspas, vendido ao Liverpool por €9 milhões. Com a missão de substituir Aspas, chega o brasileiro Charles, atacante com passagens por Córdoba e Almería, e artilheiro da última edição da Liga Adelante.

Mas o principal nome para a temporada estará fora do campo. Luis Enrique, promissor treinador que por anos dirigiu o Barça B, mas que teve uma apagada passagem pela Roma, desembarca com a missão de trazer dias melhores à torcida. Junto, chegam outros ex-blaugranas: Rafinha Alcântara e Fontás. Bons nomes que, ao lado do lateral Hugo Mallo e do meia Khrohn-Dehli, podem impulsionar a torcida celeste.

Elche (Victor Mendes)
Cidade: Elche
Estádio: Martínez Valero
Em 2012/2013: campeão da Liga Adelante
O cara: Alberto Rivera (meio-campista)
O treinador: Fran Escribá
A promessa: Charlie L’Anson (meio-campista)
Principal reforço: Manu Del Moral (meio-campista, Sevilla)
Principal perda: Xabi Etxeita (Athletic Bilbao)
Objetivo: meio da tabela
Time base (4-2-3-1): Manu Herrera; Sapunaru, Lombán, Botía, Albacar; Sánchez, Javi Márquez; Gil, Coro, Rivera; Manu Del Moral.

O Elche conquistou merecidamente a Liga Adelante 2012/13. Com 82 pontos, a equipe não encontrou dificuldades ao longo do torneio e, à exceção do Villarreal em alguns momentos, não teve a primeira colocação ameaçada. Agora, no retorno à primeira divisão, a expectativa dos torcedores é de uma boa campanha. O clube manteve a base que conquistou o acesso na temporada passada e contratou bons nomes do Sevilla no mercado.

O 4-2-3-1 deve ser mantido, mas a novidade deve ser a presença de um falso nove no ataque. Embora o presidente José Sepruce tenha prometido um centroavante até o fim do mercado, o treinador Fran Escribá já acenou com a possibilidade de atuar com Manu Del Moral ou Coro no centro do ataque. O segredo para o sucesso dos ilicitanos passa, primeiramente, por boas atuações do reforçado sistema defensivo. Vinte e quatro anos depois de disputar a Liga BBVA pela última vez, o Elche 2013/14 ilusiona.

Espanyol (Pierre Andrade)
Estádio: Cornellà El-Prat
Em 2012/2013: 13º colocado
O cara: Sergio García (atacante)
O treinador: Javier Aguirre
A promessa: Fran Miranda (meio-campista)
Principal reforço: Pizzi (meio-campista, Benfica)
Principal perda: Verdu (meio-campista, Bétis)
Objetivo: luta contra o rebaixamento
Time base (4-4-2): Casilla; J. López, Fuentes, Colotto, Sánchez; David López, Hector Moreno, Simao, Pizzi; Stuani, Sergio García

Defender com propriedade, marcar bem e explorar os contra-ataques: essa deve ser a fórmula do Espanyol 2013/14. O que não será nenhuma novidade. Tanto com Javier Aguirre no comando como com Mauricio Pochettino, o Espanyol atuou desta maneira. Tendo a eterna promessa Sergio García e o inconstante Stuani à frente do ataque, marcar poucos gols pode ser o principal problema durante o campeonato. Por isso, a defesa sólida e o Cornellá-El Prat serão cruciais para conquistar pontos.

E as semelhanças com anos anteriores não param por aí. O objetivo para esta temporada segue sendo a de escapar do rebaixamento. Isso tendo que se desfazer dos seus principais nomes, como Verdu e Forlín. A austeridade econômica imposta pela direção, que paga altas prestações pelo empréstimo contraído para construir seu estádio, faz com que o treinador continue buscando na boa base perica nomes para o time principal, assim como nos últimos anos. Se o Déjà Vu se mantiver dentro de campo, a torcida blaquiazul pode esperar por uma temporada com fortes emoções.

Getafe (Felipe Silva)
Cidade: Getafe, Madrid
Estádio: Coliseum Alfonso Pérez
Em 2012-13: 10º colocado
O cara: Pedro León (meio-campista)
O treinador: Luis García
A promessa: Hugo Sánchez (atacante)
Principal reforço: Roberto Lago (lateral-esquerdo, Celta)
Principal perda: Abdel Barrada (zagueiro, Al-Jazira/EAU)
Objetivo: vaga na Liga Europa
Time-base (4-2-3-1): Moyà; Valera, Rafa, Alexis, Roberto Lago; Borja Fernández, Lacen; Pedro León, Gavilán, Diego Castro; Adrián Colunga.

O maior trunfo do Getafe na última temporada foi a regularidade. A equipe não ganhou vários jogos em sequência, mas também não sofreu derrotas consecutivas. Na segunda temporada de Luis García no comando, os Azulones bateram equipes fortes dentro do Coliseum Alfonso Pérez, como Real Madrid, Málaga e Real Sociedad. Levando em conta que o elenco não foi um dos mais fortes em comparação com as outras equipes de La Liga, a campanha não foi má. Em 2013/14, pode-se pensar em algo maior, que é uma vaga na UEFA Europa League, algo que o Getafe obteve em 2009/10, quando terminou na 6ª posição, com 58 pontos.

O reflexo da boa campanha foi a saída de vários titulares. Miguel Torres, Xavi Torres, Frederico Fernández e Abdel Barrada deixaram a Grande Madri. Paco Alcácer, bastante utilizado, embora poucas vezes tenha sido titular, se transferiu para o Valencia. Pode-se dizer que, dentro de suas limitações financeiras, o Getafe fez boas contratações: Roberto Lago vem para ser o titular da lateral-esquerda, Escudero chega para ser outra alternativa à posição e Nicolás Fedor (Miku) retorna após empréstimo ao Celtic. Para que o Getafe alcance seu objetivo, é importante que os jogadores contratados tenham bom desempenho e Adrián Colunga não passe tanto tempo no departamento médico.

Granada (Pierre Andrade)
Cidade: Granada
Estádio: Los Carménes
Em 2012/2013: 16º colocado
O cara: Guilherme Siqueira (lateral-esquerdo)
O treinador: Lucas Alcáraz
A promessa: Christian Bravo (atacante)
Principal reforço: Piti (meio-campista, Rayo Vallecano)
Principal perda: Ighalo (lateral, Udinese)
Objetivo: luta contra o rebaixamento
Time base (4-2-3-1): Roberto; Nyom, Diakhaté, Mainz, Guilherme Siqueira; Yebda, Iturra; Brahimi, Dani Benítez, Piti; Riki

Não passar sufoco como no ano passado é o principal objetivo do Granada para a temporada 2013/14 de La Liga. Disputando pela terceira vez consecutiva a elite do Campeonato Espanhol, a equipe da Andaluzia contratou vários jogadores de renome para alcançar a meta de não ser rebaixado. Dentre eles, destaque para o atacante Riki (Deportivo), o volante Iturra (Málaga) e o meia-atacante Piti (Rayo Vallecano).

Mas o treinador Lucas Alcaraz, que salvou a equipe da degola na última edição do espanhol, deve sofrer um revés e tanto. Até o fechamento do mercado de transferências, no dia 31 de agosto, a continuidade do lateral Guilherme Siqueira não está garantida. Principal jogador do time, o brasileiro despertou o interesse de várias equipes da Europa, como Real Madrid, Liverpool e Everton.

Levante (Edgley Lemos)
Cidade: Valencia 
Estádio: Ciutat de Valencia 
Em 2012/2013: 11º colocado 
O cara: Diop (volante) 
O treinador: Joaquin Caparrós 
A promessa: José Higón (meio-campista)
Principal reforço: Barral (atacante, Orduspor)
Principal perda: Barkero (meio-campista, Zaragoza)
Objetivo: permanência na elite 
Time base (4-2-3-1): Keylor Navas; Chris, David Navarro, Vyntra, Juanfran; Diop, Pallardó; Xumetra, Ivanschitz, García; Barral.

A equipe de Valencia disputou a Liga Europa, foi goleada por 4 a 0 pelo Deportivo La Coruña e ainda sofreu um racha no elenco, quando Barkero acusou seus companheiros Juanlu, Ballesteros, Juanfran e Munúa de fazer corpo mole no jogo diante do Deportivo. Com uma montanha russa dessas, ficou difícil repetir a 6ª colocação da temporada 2011/12. Com a 11ª colocação e um clima insustentável no vestiário, a diretoria resolveu não renovar o contrato do treinador Juan Ignacio Martínez, que esteve no comando da equipe ao longo das últimas duas temporadas. Joaquin Caparrós foi o nome escolhido para substituir Juan Ignacio. Segundo o presidente Quico Catalán, Caparrós chega para realizar uma “mudança de filosofia” no clube. 

Com exceção de Juanfran, os outros três jogadores envolvidos no “caso Barkero” foram negociados ou dispensados. Além do mais, o Levante negociou o atacante Acquafresca (Bologna), o goleiro Munúa (Fiorentina) e o meia Míchel (Valencia). A equipe “granota” se reforçou com os meias Ivanschitz (Maiz) e Xumetra (Elche), além de Sergio Pinto (Hannover). Para a zaga, foi contratado o marroquino Issam El Adoua (Vitória de Guimarães) e, para dar concorrência a Juanfran na lateral esquerda, foi trazido o experiente Casado (Rayo Vallecano). Para o gol, a novidade é Javi Jiménez (Murcia). O ataque agora conta com Barral (Orduspor) e Nong (Mons). Mesmo com um elenco reforçado com jogadores de qualidade, o Levante deve mesmo brigar pelo meio da tabela, ficando entre 10º e 13º. É muito difícil repetir o 6º lugar de 2011/12.

Málaga (Pedro Galindo)
Cidade: Málaga, Andaluzia
Estádio: La Rosaleda
Em 2012/2013: 6º colocado
O cara: Duda (meio-campista)
O treinador: Bernd Schuster
Fique de olho: Bobley Anderson (meio-campista)
Principal reforço: Roque Santa Cruz (atacante, Manchester City)
Principal perda: Isco (Real Madrid, foto)
Objetivo: meio da tabela
Time base (4-2-3-1): Willy Caballero, Gámez, Angeleri, Chen, Antunes; Camacho, Tissone; Duda, Pawlowski, Portillo; Santa Cruz.

Foi uma questão de segundos. A campanha, que já era histórica, esteve a um passo de ser marcada por uma classificação absolutamente épica e inesperada. Mas o gol de Felipe Santana, nos últimos instantes da partida, deu ao Borussia Dortmund a vaga nas semifinais da Liga dos Campeões. Ao Málaga, restou apenas o orgulho por um desempenho muito acima do que era previsto – além, é claro, do sabor amargo do quase. Acabou o sonho e a dura realidade voltou à pauta: todo o planejamento para a temporada seguinte estava em xeque diante da possibilidade, hoje consumada, de suspensão das competições europeias. Foram-se quase todos os grandes jogadores da equipe. Foi-se o comandante Manuel Pellegrini. 

Assim, os torcedores blanquiazules terão que se contentar com reforços escassos: os nomes mais conhecidos são o atacante Roque Santa Cruz, que se desvinculou do Manchester City e acertou sua continuidade em La Rosaleda, e o lateral argentino Angeleri, vindo do Estudiantes. Além deles, veio o meia Bobley Anderson, uma promessa do futebol marfinense que deve ajudar muito o combalido elenco malaguenho. Diante de tantas turbulências, dificilmente o desempenho das duas últimas temporadas será igualado. Não tem mais Isco, não tem mais sheik. Tudo o que se espera é que os boquerones apertem os cintos e mostrem à sua torcida que o sonho pode ter acabado, mas o clube terá condições de continuar seu momento de protagonismo.

Osasuna (Pedro Pedroso)
Cidade: Pamplona, Navarra 
Estádio: Reyno de Navarra 
Em 2012/2013: 16º colocado 
O cara: Andrés Fernández (goleiro) 
O treinador: José Luis Mendilíbar 
A promessa: Yoel Sola (atacante) 
Principal reforço: Ariel Nuñez (atacante, Libertad) 
Principal perda: Kike Sola (atacante, Athletic Bilbao) 
Objetivo: permanência na elite 
Time base (4-2-3-1): Fernández; Bertrán, Flaño, Damià, Oriol; Loé, Maikel; Sisi, Cejudo, Francisco Silva; Ariel.

Um dos ossos mais duros do campeonato, o Osasuna se encontra em renovação. Rostos conhecidos como os de Kike Sola e do iraniano Javad Nekounam deixaram o clube. Agora, os gorritxoak apostam em jogadores emergentes do futebol sul-americano: Ariel e Francisco Silva. O Osasuna conta com a experiência de Mendilibar à frente da equipe e o Reyno de Navarra, um dos estádios mais difíceis da Espanha.

A equipe se acostumou a figurar no meio da tabela, mas nesta temporada as coisas podem mudar um pouco. Os rojillos devem ter um ano mais difícil, sentindo a falta dos nomes experientes que carregavam a equipe. O time de Pamplona costuma aproveitar bem suas canteras, com isso, podemos assistir ao surgimento de bons jogadores. No momento, é melhor olhar para baixo e ter a certeza de estar livre do rebaixamento. A partir daí, o clube pode alçar vôos maiores.

Rayo Vallecano (Edgley Lemos)
Cidade: Vallecas, Madrid 
Estádio: Teresa Rivero 
Em 2012/2013: 8º colocado 
O cara: Trashorras (meio-campista)
O treinador: Paco Jémez 
A promessa: Saúl (meio-campista) 
Principal reforço: Nery Castillo (atacante, Pachuca) 
Principal perda: Piti (atacante, Granada) 
Objetivo: meio da tabela 
Time base (4-2-3-1): Rubén; Tito, Gálvez, Galeano, Nacho; Saúl, Baena; Bueno, Trashorras, Lass; Nery Castillo.

A última temporada do Rayo Vallecano foi surpreendente. A equipe havia perdido um de seus principais jogadores, Michu, e não era certo que Paco Jémez conseguiria manter o Rayo na primeira divisão. A filosofia de jogo implantada pelo treinador fluiu, com bom toque de bola, além de jogadores que atuam de forma muito coletiva, cobrindo os espaços e evitando contra-ataques. Desta forma, o Rayo surpreendeu em partidas que não era considerado favorito. Para a próxima temporada, a equipe de Vallecas perdeu jogadores importantíssimos para seu sistema de jogo, como, por exemplo, o atacante brasileiro Leo Baptistão (Atlético de Madrid), o motor do meio-campo Javi Fuego (Valencia), o camisa 10 Piti (Granada) o experiente atacante Chori Domínguez (Olympiacos) e o dono da lateral-esquerda Casado (Levante). 

As contratações foram feitas no sentido de repor as peças que saíram e, para isso, foram trazidos os atacantes Nery Castillo (Pachuca), o meia Baena (Espanyol) e o zagueiro Leonel Galeano (Independiente). Além disso, foi renovado o empréstimo do goleiro Rubén Martínez (Málaga). O jovem meia Saúl Ñíguez, que disputou o Mundial Sub-20 pela seleção espanhola, foi emprestado ao Rayo pelo Atlético de Madrid, para que possa ganhar mais experiência na primeira divisão. Pode jogar avançado, mas na temporada passada fez a função de segundo volante, tendo mais liberdade para atacar, e foi bem. É uma boa aposta dos Franjirrojos.

Real Madrid (Edgley Lemos)
Cidade: Madrid 
Estádio: Santiago Bernabéu 
Em 2012/2013: 2º colocado 
O cara: Cristiano Ronaldo (meia-atacante) 
O treinador: Carlo Ancelotti 
A promessa: Jesé Rodriguez (meia-atacante) 
Principal reforço: Isco (meio-campista, Málaga) 
Principal perda: Higuain (atacante, Napoli) 
Objetivo: Título 
Time base (4-2-3-1): Casillas; Carvajal, Varane, Sergio Ramos, Marcelo; Xabi Alonso, Modric; Özil, Isco, Cristiano Ronaldo; Benzema.

José Mourinho não deixou muitos amigos no Real Madrid e saiu de uma forma muito conturbada, sem apoio da torcida e muito menos da diretoria, além do mal estar com os jogadores. A vaga de treinador dos galácticos foi preenchida por Carlo Ancelotti, que havia feito bom trabalho no milionário PSG e sagrou-se campeão francês. O italiano chegou para recompor e apaziguar o vestiário do Real Madrid. Durante a pré-temporada, Ancelotti testou diversas formações e jogadores. Carvajal, adquirido através da cláusula de recompra, junto ao Bayer Leverkusen, apareceu como excelente opção na lateral direita. Casemiro, comprado junto ao São Paulo, após período de empréstimo no Castilla, despontou como possível substituto de Xabi Alonso. Para Varane, jovem zagueiro francês, esta é a temporada de afirmação, pois foi titular em boa parte da última temporada e agradou. 

As grandes contratações, em termos técnicos e financeiros, são as de Isco (Málaga) e Illarramendi (Real Sociedad), destaques da seleção espanhola, campeã da Euro Sub-21. No gol não há problemas; Casillas e Diego López dão a segurança ao torcedor de que tanto o titular quanto o reserva têm qualidade. Higuain, Callejón e Albiol deixaram o Santiago Bernabéu com destino ao Napoli, enquanto Essien voltou ao Chelsea com o fim do empréstimo e o zagueiro Ricardo Carvalho agora integra o novo-rico Monaco. As especulações sobre a chegada de Bale têm movimentado o ambiente interno do clube, mas até agora nada foi acordado entre os clubes. Para a temporada em si, os objetivos da equipe são os de conquistar o título espanhol e a Liga dos Campeões. Carlo Ancelotti é um treinador com bastante experiência e chega já conseguindo a aprovação de alguns jogadores que são considerados líderes do elenco, coisa que seu antecessor perdeu com muita facilidade.

Real Sociedad (Victor Mendes)
Cidade: San Sebastian
Estádio: Anoeta
Em 2012/2013: 4 colocado
O cara: Xabi Prieto (meio-campista)
O treinador: Jagoba Arrasate
A promessa: Iker Hernández (atacante)
Principal reforço: Esteban Granero (meio-campista, QPR)
Principal perda: Illarramendi (volante, Real Madrid)
Objetivo: vaga na Liga dos Campeões
Time base (4-2-3-1): Bravo; Carlos Martínez, Cadamuro, Iñigo Martínez, De La Bella; Markel, Xabi Prieto; Vela, Granero, Griezmann; Agirretxe.

O time sensação da temporada passada iniciará a temporada mais forte do que nunca. Apesar de ter perdido o treinador Phillipe Montanier e o volante Illarramendi, um dos destaques do time em 2012/13, a Real foi cirúrgica no mercado. A contratação de Granero, que se destacou no futebol espanhol pelo Getafe e teve bons momentos pelo Real Madrid, irá suprir à altura a saída de Illarra. É provável que Xabi Prieto seja recuado à volância e o canterano merengue atue centralizado na linha de três. A outra hipótese é ele atuar na posição de Illarramendi, função que cumpriu em determinadas partidas com José Mourinho no Real Madrid.

A Real Sociedad é uma equipe que encanta. Sabe jogar com a bola nos pés e com velocidade pelos flancos. Com Griezmman e Vela abertos pelos lados do campo, o time ganha bastante intensidade. No centro da área, Agirretxe é o centroavante mais confiável desde Nihat e Kovacevic. Na zaga, o clube resistiu a um possível assédio de Real Madrid e Barcelona pelo talentoso Iñigo Martínez, o melhor zagueiro da temporada passada. Atualmente, a Real é disparada a quarta força espanhola e, enquanto alguns rivais seguem como incógnitas, o time basco larga bem à frente para pegar uma das vagas na Liga dos Campeões pela segunda vez consecutiva.

Sevilla (Felipe Silva)
Cidade: Sevilha, Andaluzia
Estádio: Ramón Sánchez Pizjuán
Em 2012-13: 9º colocado, com 50 pontos
O cara: Ivan Rakitić (meio-campista)
O treinador: Unai Emery
A promessa: Israel Puerto (zagueiro)
Principal reforço: Kevin Gameiro (atacante, Paris Saint-Germain)
Principal perda: Jesús Navas (meio-campista, Manchester City)
Objetivo: vaga na UEFA Europa League
Time-base (4-2-3-1): Javi Varas; Coke, Fazio, Fernando Navarro, Moreno; Maduro, Kondogbia; Perotti, Rakitić, Reyes; e Gameiro.

A temporada 2013/14 promete ser mais difícil para o Sevilla. Jesús Navas, um dos principais jogadores do clube nos últimos anos, e Negredo, autor de 25 gols na Liga BBVA passada, foram negociados com o Manchester City. O Sevilla lucrou cerca de € 45 milhões e fez investimentos modestos. Carlos Bacca, atacante colombiano que disputou 54 partidas e anotou 31 tentos pelo Club Brugge em duas temporadas, e Kevin Gameiro, que vinha sendo pouco utilizado pelo PSG, são alguns deles. Além de Gameiro, outros jogadores conhecidos foram adquiridos, como Nico Pareja, que atuou pelo Espanyol entre 2008 e 2010, e Marko Marin, esquecido no Chelsea. Várias apostas para a próxima temporada.

Na edição passada da liga espanhola, o Sevilla começou bem, mas caiu de produção ao longo do campeonato. Das 14 vitórias obtidas, apenas uma aconteceu fora do Ramón Sánchez Pizjuán (2×0 sobre o Deportivo, na Galícia). Mesmo não apresentando um futebol brilhante, os Rojiblancos venderam caro derrotas na Andaluzia para times como Barcelona e Real Sociedad. Unai Emery, o qual treinou o Valencia há pouco tempo, assumiu o cargo de treinador em janeiro deste ano após a demissão de Míchel. Vamos ver o que o time basco consegue com novo técnico.

Valencia (Pedro Galindo)
Cidade: Valencia, Província de Valencia
Estádio: Mestalla
Em 2012/2013: 5º colocado
O cara: Jonas (atacante)
O treinador: Miroslav Djukic
A promessa: Pablo Alcácer (atacante)
Principal reforço: Javi Fuego (volante, Rayo Vallecano)
Principal perda: Roberto Soldado (atacante, Tottenham)
Objetivo: vaga na Champions League
Time base (4-2-3-1): Diego Alves; Joao Pereira, Rami, Ricardo Costa, Bernat; Javi Fuego, Dani Parejo; Jonas, Banega, Guardado; Helder Postiga.

O Valencia que inicia a temporada terá uma cara muito diferente do time que, na última edição da Liga Espanhola, ficou a um ponto de alcançar um lugar no G-4 e, assim, assegurar a vaga para a disputa da próxima Champions League. Fora da competição continental, o clube viu diminuírem suas perspectivas de faturamento. Amarga agora a perda de alguns de seus principais nomes e vê pouca movimentação no sentido de repô-las. A começar pelo grande protagonista da linha de frente dos Ches, Roberto Soldado. O atacante partiu para o Tottenham, mas não sem antes criticar duramente o presidente Amadeo Salvo e seu modelo de gestão. Assim, o brasileiro Jonas deve ser a principal referência no ataque. 

Também se foi o meia argentino Tino Costa, que vinha sendo um dos principais articuladores do meio-campo valenciano. Para este setor, chegaram três reforços: Javi Fuego, do Rayo Vallecano, Míchel, do Levante, e Oriol Romeu, volante espanhol que veio emprestado pelo Chelsea. Além da saída desses importantes jogadores, Ernesto Valverde, treinador na última temporada, decidiu trocar o clube pelo Athletic Bilbao. Para o seu lugar, foi contratado Miroslav Djukic – que vive um momento de ascensão no futebol espanhol e, quando jogador, já atuou pelos Ches. O treinador sérvio terá em mãos um elenco enfraquecido em relação ao da última temporada, mas que ainda assim deve brigar pelas primeiras posições. Sua exigente torcida não esperará nada menos.

Valladolid (Felipe Silva)
Cidade: Valhadolid, Castela e Leão
Estádio: José Zorrilla
Em 2012-13: 14º colocado, com 43 pontos
O cara: Oscar González (meio-campista)
O treinador: Juan Ignacio Martínez
A promessa: Alejandro García (meio-campista)
Principal reforço: Osorio Botello (atacante, San Martín de San Juan)
Principal perda: Dani Hernández (goleiro, Asteras/Grécia)
Objetivo: meio da tabela
Time-base (4-2-3-1): Jaime; Rukavina, Valiente, Rueda, Bergdich; Álvaro Rubio, Sastre; Ebert, Óscar González, Omar Ramos; Manucho.

O Valladolid não teve um grande elenco em 2012/13. Passou a maior parte do campeonato na parte intermediária da tabela, mas, em dado momento, chegou a se aproximar dos primeiros colocados. O elenco não mudou muito e a expectativa é de que os Pucelanos se comportem de forma semelhante na temporada que está para começar. Com a ida de Miroslav Djukić para o Valencia, Juan Ignacio Martínez, que não fez um mau trabalho no Levante, foi contratado. Espera-se em 2013/14 uma equipe irregular, que ganha jogos mais fáceis e incomoda times fortes, mas não pontua contra os mesmos. O Valladolid dos últimos 12 meses foi mais ou menos assim.

Manucho e Javi Guerra, atacantes, foram mantidos para esta temporada. Dos 49 gols que o Valladolid anotou na última Liga BBVA, ambos foram responsáveis por 16 (cada um marcou 8 tentos). O angolano e o espanhol de Vélez-Málaga não são jogadores top, mas se encaixam bem no perfil da equipe, a qual não deve alçar voos altos nesta temporada. Em uma hipótese mais remota, o Valladolid pode até brigar para não cair. Vai depender dos desempenhos de outras equipes.

Villarreal (Victor Mendes)
Cidade: Villarreal
Estádio: El Madrigal
Em 2012-13: 2º colocado da Liga Adelante
O cara: Cani (meio-campista)
O treinador: Marcelino Toral
A promessa: Edison Flores (meia-atacante)
Principal reforço: Giovanni dos Santos (meia-atacante, Mallorca)
Principal perda: Marcos Senna (volante, New York Cosmos)
Objetivo: meio da tabela/luta contra o rebaixamento
Time-base (4-4-2): Asenjo; Mario, Mussacchio, Pantic, Jokic; Bruno, Pina, Cani, Aquino; Giovanni dos Santos, Perbet.

O clube que foi sensação do futebol espanhol entre 2004-2011 volta à elite espanhola após uma queda estranha à Liga Adelante. Estranha porque, em 2011-2012, temporada em que o Villarreal foi rebaixado, o Submarino Amarelo disputou Liga dos Campeões e só ficou uma rodada na zona de descenso, ironicamente a última. À época com Nilmar e já sem Rossi, lesionado, o time sofreu com um elenco experiente mas desgastado, com parte das peças-chaves que estavam, por exemplo, na campanha história do vice-campeonato de 2007-2008. Hoje, o Villarreal de Marcelino Toral é praticamente outro.

Dentro de campo, o craque do time continuará a cargo de Cani. No El Madrigal desde 2006, o meio-campista dará uma pitada de experiência a um elenco novo e será responsável por ser o chefe do vestiário, após a saída de Marcos Senna. No ataque, a esperança fica por conta de Perbet. A uma torcida que ficou acostumada com os homens gols no século XXI (primeiro, Forlán; depois, Nilmar e Rossi) agora terá que ter paciência com a adaptação do ex-jogador do Mons ao futebol espanhol. A contratação de Giovanni dos Santos foi um acerto da diretoria. O mexicano teve excelentes passagens por Racing Santander e Mallorca e, rebaixamento à parte com essas duas equipes, pode ajudar o Submarino Amarelo a conseguir uma posição no meio da tabela e passar longe do inferno do descenso. Marcelino tem duas opções para escalar a equipe: no 4-4-2, que deve ser o esquema utilizado no início de temporada (sistema que utilizado no El Madrigal desde os tempos de Pellegrini), com Cani e Aquino abertos e Giovanni como segundo atacante, ou o 4-2-3-1, puxando Giovanni dos Santos à ponta direita e deslocando Cani à armação, centralizado na linha de três.



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Estudante de jornalismo, carioca e apaixonado pela Liga Espanhola desde a época em que Rivaldo, Zidane, Figo e Raúl foram seus professores. Colaborou para o programa Esporte@Globo da Rádio Globo São Paulo falando sobre o futebol do país das touradas.